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Aventuras, Desejos, Angústias e descobertas de uma Brasileira, na cidade mais cosmopolita do Mundo, New York!!


























 
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Sobre a Autora do Blog...

Meu nome é Mariana Luiza. Minha mãe queria que eu chamasse Luiza, por causa do Tom Jobim. Só que apenas Luiza não era suficiente, tinha que ter algo na "frente" do tipo Ana ou Maria. O problema é que Agosto chegou, eu nasci e ela ainda não sabia qual nome me batizar. Foi então, que ela teve a brilhante idéia de juntar os dois nomes. Ou seja, eu sou fruto da indecisão, e talvez por isso seja tão indecisa. Se não for esta a explicação, pelo menos posso assim como Freud, culpar a mãe por todos os problemas. Marianas é também a parte mais profunda do oceano e fica no Pacífico. Então só pra concluir, sou fruto da dúvida mais profunda da minha mãe.


Por outros cantos do mundo...

Estados Unidos-Brasil
Entonces Luego
Fotolog do Diogo Kühner
Fotolog da Thais





























New York, New York...
 
Sexta-feira, Janeiro 30, 2009  
AMIGOS O BLOG MUDOU DE ENDEREÇO... TÁ MAIS BONITO, MAIS BACANA... ACHO QUE VOCÊ VÃO GOSTAR:

WWW.EUA-BR.BLOGSPOT.COM

BEIJOS E OBRIGADA A TODOS!!!

6:17 PM

Domingo, Janeiro 25, 2009  
ESTRANHA ESSA RELAÇÃO ENTRE O INVERNO E OS HORIZONTES...

O inverno tem uma relação ambígua com a paisagem.
A ausência total de folhas expande os horizontes, principalmente quando se caminha por parques. Uma foto tirada no Central Park no inverno, por exemplo, revela uma cidade completamente diferente do que vemos no verão. É como se brotassem prédios, postes de luz, cartazes de propaganda e detalhes, muitos detalhes que as folhas escondem. A ausência das folhas, nos permite ver tudo que é de concreto com mais clareza, e de diferêntes ângulos.
Por outro lado, o excesso de cachecóis, gorros, protetores de ouvido e casacos limitam os nossos movimentos, o que me impossibilita virar o pescoço para cumprimentar uma pessoa que senta ao meu lado no metrô.
Ou seja, eu enxergo melhor o que está a minha volta, mas os pequenos detalhes perto de mim ficam imperceptíveis aos olhos.
Acho que eu prefiro as folhas, sem dúvida nenhuma, afinal é bem melhor ver com clareza o passáro na sua mão, do que enxergar bem os dois que voam...


No verão, não se enxerga a ponte...

7:33 PM

Terça-feira, Janeiro 20, 2009  
POSSE DO OBAMA... DO HARLEM...

Eu também sou fã do Obama. Eu também, como a maioria das pessoas, estou comovida, alegre, esperançosa com a eleição de um presidente tão humano, tão diferente do anterior.
Mas ao mesmo tempo eu tenho um pouco de medo. A eleição de Obama, foi sem sombra de dúvidas, um conforto para esse mundo que anda tão descrente, tão sofrido, tão prático demais e sensível de menos. Mas ainda sim eu tenho medo.
O meu medo é da expectativa que as pessoas ao redor do mundo estão colocando na figura de um homem que é o presidente de nada mais nada menos: dos Estados Unidos.
O meu medo é da expectativa exagerada num homem que não é super-herói, e que se tiver que salvar alguém, este alguém são os Americanos. E não todo planeta. Por isso, a guerra em Israel ainda vai continuar enquanto for de interesse americano, o capitalismo selvagem e suas consequências pelo mundo não desaparecerão do nada, porque isso é interesse americano. O que vai acontecer, e isso eu não tenho dúvidas nem medo, é de que agora, os interesses americanos serão defendidos por uma pessoa que fala de valores, de responsabilidade com o indivíduo e com o coletivo, de respeito ao meio ambiente e de reconhecimento a memória daqueles que nos antecederam na vida. Ou seja, um ser humano.
Mas como já disse, eu sou fã do Obama, fã da figura e de todas as boas expectativas que ele traz e que são possíveis para mundo! E assim como muitos americanos e cidadãos espalhados pelo planeta, nutro as minhas esperançcas.

A esperança que Obama deixa em mim, e dessa eu não tenho medo, é de que um dia, quando ele estiver nos livros de história sendo lido por 10 gerações depois da dele, essas pessoas não se dêem conta da importância que teve um presidente negro. Tomara que a cor da pele seja um detalhe tão insignificante, que as pessoas quando lerem, não consigam entender o porquê desta comoção. É essa a esperança que ele pôes em mim!

Mas vamos a pose...

A posse do Obama causou um frenesi nos Estados Unidos. Era felicidade demais nas ruas, nos vagões do metro, dentro dos bares. Gente de várias idades, raças, cores e tipos de cabelo estamparam sua simpatia ao presidente por meio de camisetas, bottons, bandeirinhas e posters. E junto a essa alegria enorme de um presidente tão cheio de simbolos como Obama, os americanos comemoravam a despedida de Bush. Era felicidade demais. Teve gente que fez passeata em comemoração, teve gente que jogou sapatos na casa branca no último dia de Bush. Teve gente que fez contagem regressiva. Era uma dupla comemoração.

No dia, 19, foi feriado de Martin Luther King. Eu fui a um evento num teatro judeu em comemoração a este homem de idéias e coração tão repleto de dignidade.
Uma judia fez um discurso relacionando os preconceitos sofridos por seu povo na segunda guerra e toda segregação racial sofrida pelo povo americano. Antes do discurso dela, nós ouvimos uma gravação do "I have a Dream", do Dr.King. Foi muito emocionante. As pessoas dançaram, cantaram e celebraram o que não deixa de ser o início do sonho de King.

Eu fui ao Harlem, o bairro negro de Manhattan, pra ver a posse do primeiro presidente negro dos Estados Unidos. Tava um frio congelante de -8C, meus dedos ficaram roxos... Mas eu nunca vi tanto calor entre as pessoas. Tanta felicidade, tanta emoção e comoção. eu fiz essas fotos, de pessoas rezando, pessoas sorrindo, pessoas chorando...

De um lado...Obama...Do Outro Martin Luther King Jr.
Repare no panfleto dessa moça. De um lado Obama. Do outro Martin Luther King. As pessoas no Harlem estavam emociadas com início do sonho de King, com a possibilidade de igualdade entre cores e a inexistência de raças entre os seres humanos.

A multidão vaia quando Bush aparece, e aplaude quando vê o novo presidente no telão.



Rezas e Lágrimas.





Só dá ele!

Essa senhora esteve na marcha pela liberdade, liderada por King, em 1963 Washington.
Ela disse que marchou pela igualdade nos acentos do ônibus, pela igualdade nos direitos a escola e eduação, pela igualdade de usar um só banheiro para negros e brancos.

Ela chorou, e eu chorei junto.
Mas ela disse, que nunca, nem nos seus sonhos mais loucos, ela imaginou que um negro fosse se tornar presidente.

3:37 PM

Domingo, Janeiro 18, 2009  
Hip Hop Church

- Vamos na igreja amanhã?
- Qual igreja?
- Eu quero ir a uma igreja com um coral Gospel... Já fui a uma no Harlem...
- Eu queria ir a uma no Harlem... Já fui a uma aqui no Brooklyn...
- Beleza, é essa que eu quero ir, que você disse sobre o coral, e que até colocou um post no blog...
- Isso. E eu fui também a uma igreja no Harlem chamada Hip Hop Church, também postei no blog...
- Hip Hop Church, como é isso?
- É uma igreja que o pastor reza as missas com rima de hip hop... Só conferir nos posts de outubro, tem até um videozinho...
- Mas dá muita gente?
- Não... menina, no dia que eu fui, só tinha eu e um casal de turistas alemães... tava marcado pras 7 mas o negócio só começou quase 9... E até lá, ficamos eu e o casal esperando...
- Mas não apareceu ninguém?
- Tinha um pessoal da banda ensaiando no altar, e a mulher que distriuia os panfletos da igreja apareceu uma hora pedindo pra gente esperar... O engraçado é que o casal alemão estava prestes a ir embora quando vieram me perguntar se valia a pena esperar...
- Mas você nunca tinha ido antes, né?
- Não, mas eu menti dizendo que era muito boa...
- Mentiu? Na igreja?
- Mentirinha inocente... E se você pensar bem foi uma mentira positiva...
- Mentira positiva?
- Eh, Simone, veja pelo lado bom, quando eu disse que o culto era interessante, eles decidiram ficar. E eu não fiquei sozinha lá. Então, todo mundo saiu ganhando, eu vi o culto, eles também, foi mesmo interessante, e o pastor teve mais público para proclamar suas palavras...
- Mas você mentiu...
- Ah... Mas será que isso é pecado?

3:32 PM

Terça-feira, Janeiro 13, 2009  
O Inverno...

O que eu gosto do inverno é quando eu saio do frio, bem frio, e expiro vapor de fumaça pelas narinas. Para muitos, ou quem sabe a maioria das pessoas, é apenas o ar quente do corpo entrando em contato com a temperatura fria do ambiente. É apenas um choque térmico.
Mas para mim é diferente.
Eu sinto como se tivesse entrando numa cena da vida de alguém, que com certeza não sou eu. Uma personagem que pode ser homem, ou mulher, ou um cachorro de rua. E como se eu, eu mesma, a própria assistisse a tudo aquilo como telespectadora sem poder mudar o percurso da história.
E então na frente da fumaça existe uma mulher que atravessa a rua com os filhos nos braços, uma guarda de trânsito, um vendedor de muambas e cachorros e carros barulhentos. Êpa! Mas Nova York não tem cachorros de rua, volta o filme... Vendedor de muamba, e carros barulhentos e uns 4 a 5 cachorros presos a coleiras condizidas por um adolescente, que deve ser pago pra isso, e uma mulher que não atravessa na faixa, e um motorista que buzina e xinga a mulher que atravessou na frente do carro. E eu me assuto com a buzina, com o grito e me lembro que eu sou eu, que não tem personagem, e que eu devo prestar atenção para não ser a prõxima atropelada.
Até eu respirar de novo.


5:43 PM

Sábado, Janeiro 10, 2009  
Van Gogh... A obsessão pelas noites estreladas ainda persiste...

Não é só o quebra-cabeça do Van Gogh que atormenta os meus dias. Sua exposição no MoMa também. Confesso que desde adolescente eu tenho uma adoração quase obsessiva por Van Gogh. É bem mais do que uma admiração por sua obra. É uma espécie de solidariedade e compreensão por sua loucura, tormentos e desequilíbrios. Toda vez que eu olho para um quadro de Van Gogh, eu não busco a perfeição de sua técnicas, ou a beleza do quadro. Eu busco a dor que ele sentia quando pintou aquilo. Estranho. Principalmente porque não tenho um comportamento em nada parecido com o dele e nem enxergo a vida pela mesma ótica de dor e sofrimento que ele enxergava. Mas eu entendo, e sou capaz de sentir uma profunda tristeza quando vejo um quadro dele. E o mais instigante, eu busco esse sentimento de tristeza. É por isso, que é comum chorar quando vejo um quadro de Van Gogh. Estranha essa simpatia e porque não dizer admiração pelo que é sofrido e pelo sofrimento do outro...

Há uma semana eu fui à exposição The Colors of the Night. São pinturas sobre o anoitecer e a escuridão da noite. Van Gogh era fascinado pelas horas entre o anoitecer e o amanhecer. Segundo suas cartas que podem ser lidas na exposição, ele teve muita dificuldade para pintar a noite porque nos campos, na beira dos rios e na cidade propriamente nunca havia luz suficiente. E Van Gogh não conseguia pintar com a ajuda da imaginação. Ele precisava ver para sentir. O quadro que mais me emocionou foi o The Starry Night Over de Rhône. Van Gogh sempre teve muita vontade de pintar a noite estrelada mas nunca conseguiu porque era escuro demais, ele escreve para seu irmão Theo que encontrou a solução, quando decidiu pintar sob um poste de luz a gás...



E este foi o resultado...

A exposição acabou, mas você pode conferir a exposição virtual que é também emocionante.
http://www.moma.org/exhibitions/2008/vangoghnight/

6:54 PM

 
Mais sobre o quebra-cabeça...

- Meu pai e minha irmã mais velha eram apaixonados por sushi. Eu, minha mãe e meu irmão não suportávamos. Então, todas às vezes que saíamos para jantar, toda família, nós íamos a dois restaurantes. Primeiro a um sushi bar, e depois a um outro qualquer. E era uma tortura morrer de fome olhando os dois comerem.
- Iam vocês todos?
- Sim. E depois quando eles já estavam satisfeitos, meu pai nos levava a qualquer outro lugar que quiséssemos. Com o tempo, não sei ao certo quando isso começou, eu, meu irmão e minha mãe começamos a comer sushi. E hoje, nós todos somos simplesmente fascinados e amantes da comida japonesa.
- Que louco.
- É isso que acontece com o quebra-cabeça... a gente resiste um pouco no início, mas no final se torna um viciado e amante do jogo.

5:41 PM

 
Estranhos sonhos nas noites estreladas do Brooklyn...

Morar em NY e dividir apartamento com quatro pessoas de nacionalidades e personalidades distintas é uma experiência inexplicável. Misture num mesmo apartamento um mexicano do sul do México, uma peruana de Lima, um canadense de Otawa e uma brasileira. Todos com mestrado e alguns com doutorado em Ciência Política. Agora, coloque toda essa galera para morar num apartamento no Sunset Park, um bairro meio mexicano, meio dominicano do Brooklyn. Foi num lugar assim, que eu caí de paraquedas. E ainda pra piorar, eu não entendo absolutamente nada de ciência política. E a única coisa que sei sobre Thomas Robes é que ele escreveu Leviatã. Além disso, nada mais. É uma experiência gostosa e conflitante. Cada um em busca do próprio espaço, aprendendo a ser democrático e conviver com culturas e costumes por algumas vezes incompreensíveis e por outras irritantes.

O barato do apartamento agora é montar um quebra-cabeça com mais de 2000 peças do quadro The Starry Night. Todos sem exceção, inclusive eu, desenvolveram uma certa obsessão, por algumas vezes doentia pelo quebra-cabeça.
Não importa a hora, individualmente, ou em parcerias, há sempre algum momento do dia, que cada um de nós senta na mesa de jantar pra montar pelo menos um pedacinho do emaranhado de peças. Sim, eu disse, mesa de jantar. Este foi o único espaço possível para montar o quebra-cabeça. E enquanto ele não fica pronto, a gente vai se virando, cada um do seu jeito, pra fazer as refeições. E até hoje eu me pergunto se todo mundo está ansioso para finalizar o quebra-cabeça, ou pra ter a mesa de volta. Acho que os dois.
Para entender um pouco a dimensão desta obsessão, a Margarita, uma das moradoras do apê, que nunca lembra seus sonhos e acha que na verdade não sonha com nada, acordou eufórica esta semana, dizendo que pela primeira vez, em muitos anos, sonhou e lembrou do sonho:

- Era uma fábrica de quebra-cabeças do futuro. No futuro, não existirão quebra-cabeças montados com as mãos, mas sim por máquinas. Então, tinha um cara, e esse cara montava os quebra-cabeças com as mãos. Ele foi contratado pela fábrica para...

Sonho sem pé nem cabeça, mas enfim foi um sonho. E o sonho da Margarita, a menina que nunca sonha ou nunca se lembra do sonho.
Enfim, acho que o inverno vai-se embora, a primavera vai chegar e a noite estrelada do Van Gogh vai demorar para surgir na mesa do Sunset Park.


Esta é a última atualização de nosso progresso...


E é assim que ele deverá ficar até o final do inverno... ou quem sabe, até o final de 2009...

1:12 AM

Quarta-feira, Janeiro 07, 2009  
Lembranças do Verão IV - Do dia em que voltei de Washington...

Ainda não escrevi sobre minha experiência em Washington, escrevo em breve. Porém, a volta de Washington para NY foi um capítulo a parte. E que capítulo!!! Pra esclarecer eu fui de ônibus pra Philladelfia, passei uma noite lá, e de lá peguei outro ônibus pra DC. Que fique claro, ônibus chinês. Os chineses estão dominando o mundo e possuem uma companhia de ônibus que transporta qualquer pessoa de uma Chinatown a outra. Ou seja, da Chinatown de NY para Chinatown de Philly e da Chinatown de Philly a Chinatown de DC. Então, lá estava eu em DC a procura do ponto de ônibus para pegar o ônibus das 7 pra NY. O pessoal que vende o ticket e cuida de recebê-los na entrada de cada ônibus não fala inglês. Apenas Mandarim. Então, estava feita a confusão, por mais que eu perguntasse, NINGUÉM sabia me dizer onde se pegava o ônibus para NY.
O chinês que recolhia os tickets só me dizia, "not now, not now...." puts...
Eu já começava a ficar nervosa, porque na ida de Philly pra DC passei pelo mesmo perrengue. Eu e um monte de americanos que não falavam mandarim, mas queriam usufruir dos bons preços chineses. No fim, tudo deu certo, o ônibus de Philly apareceu, e lá estava eu em DC sofrendo pelo mesmo problema.
Vale lembrar que toda essa confusão acontece porque os ônibus não param em rodoviárias, mas sim nas ruas da Chinatown de cada cidade. E não tem nada escrito sobre qual destino eles estão indo. Ou seja, um ônibus sem letreiro. Enquanto esperava e perguntava aos chineses sem sucesso onde estava o ônibus pra NY, eu vi um ônibus estacionado numa esquina. Fui ate lá e perguntei três vezes para o motorista para onde aquele ônibus ia. Ele respondeu "Philladelfia". Eu mostrei meu ticket pra NY e ele não me disse nada.
Então, fiquei lá esperando pelo próximo ônibus. O motorista subiu, alguns passageiros também entraram no ônibus, e eu e alguns turistas ficamos do lado de fora esperando talvez o mesmo ônibus pra NY. Quando de repente, uma passageira de dentro do ônibus que já havia dado partida no motor e estava andando bem devagarzinho gritou: - Vocês estão indo pra NY... É este o ônibus. É o mesmo ônibus.
Todo mundo entrou como louco no ônibus e graças à passageira não ficamos mofando por ali...
Eu que achava que havia vivido de tudo nesta viagem, mal sabia que o pior estava por acontecer. Lá estava eu dentro do ônibus, ouvindo Roberta As no I-Pod, viajando literalmente em pensamento e corpo quando de repente vejo um alvoroço ao meu lado, e um homem gritando com o motorista.
- Pare o ônibus! Pare o ônibus.

O motorista se negava a parar e ao meu lado, no banco da fileira da esquerda, uma mulher estava desmaiada.

- Ela está passando mal, ela está passando mal.

O motorista se negava a parar e gritava sei lá o que em chinês. Nem ele entendia o americano, nem o americano entendia ele. E eu não entendia absolutamente nada sobre o que estava acontecendo. De repente, o homem americano pegou o celular e ligou pra polícia, pros bombeiros e não sei mais pra quem. Ele andava da frente para o fundo do ônibus falando pelo celular. Depois correu num galope para perto do motorista e gritou com violência: Pare o ônibus, tem uma mulher passando mal aqui!!

O chinês gritou mais alto, e nada parecia ter jeito quando uma chinesa surgiu de uma cadeira para servir de intérprete entre o motorista e o americano.
Finalmente o motorista parou o ônibus. E como se fosse um filme, a polícia chegou no mesmo instante.
A mulher foi recolhida e nós seguimos viagem.

UFA!!!

Apesar de ter sido pega de surpresa, e do tremendo medo que eu senti do motorista, eu fiz dois filmes. Um da briga entre o americano e o motorista e outro do resgate da chinesa desmaiada pela polícia.

Para assistir é só acessar:

http://www.youtube.com/watch?v=fWteKZIVT-g&feature=channel_page

http://www.youtube.com/watch?v=vYdK8axX1f8&feature=channel_page

9:36 PM

 

The Antiques Garage Flea Market

Manhattan é famosa por suas grandes lojas e marcas famosas. A capital das compras e do consumo também do espaço aos brechós e mercados de pulgas. Um dia de compras no Garage Fleas Market não é apenas mais um dia comum de shopping. É um passeio cultural. Se você não for alérgico a poeira e mofo poderá se deliciar nos dois andares de uma garagem de carros, no meio de Manhattan, bem pertinho da Macy's.
São mais de 100 vendedores vendendo de tudo um pouco, e um pouco de tudo. Quadros, artes decorativas pra casa, desenhos, roupas dos anos 40, 50 e 60 incluindo grandes estilistas, lenços, luvas, jóias, revistas e jornais velhos, bem velhos, fotos antigas de personalidades ou gente comum e até móveis.
Eu já estive por lá umas duas vezes, comprei uma revista dos anos 50 que falava sobre as praias do Rio, um espelho e uma escova de cabelos daquelas de cinema, um vaso de perfumes chinês, e um porta jóias de porcelana azul e branca.
E mais, conheci pessoas incríveis: uma chinesa que vende lenços e ama conversar sobre qualquer coisa. Um iraniano que sabe vender como ninguém (foi dele que eu comprei o porta jóias, o vaso chinês, o espelho e a escova de cabelos) e um americano que vende cartões postais escritos e enviados de vários lugares do mundo. No mínimo... Interessante!!
Enfim, o mercado de pulgas é um lugar pra comprar, pra bater papo e descobrir uma NY completamente diferente de todo o resto da cidade.

Visite o site do Flea Market: http://www.yelp.com/biz/the-antiques-garage-flea-market-new-york


8:56 PM

 
Lembranças do Verão III

Inka Cola

Um refrigerante peruano feito de uma erva com gosto de bubbaloo de Tuti-Fruti...


6:27 PM

 
Lembranças do Verão II - McCarren Pool

O McCarren Pool é uma piscina pública desativada e o palco é montado numa das bordas da piscina. O público fica dentro da piscina curtindo o show, (mas de vez enquando rola uma sessão de cinema). Num canto da piscina, um escorrega inflável completamente molhado. Enquanto rola o show, os mais calorentos escorregam literalmente no sabão espalhado pelo escorrega inflável.
Agora no inverno, dizem que a piscina se transforma em rinque de patinação no gelo...
Mas como no Brasil é verão, vamos esquecer esta história de patinação no gelo...



O Show....


O Escorrega....

Quer curtir um pouco mais do que foi o verão no Brooklyn? Acesse: http://www.youtube.com/watch?v=jyjf3MTOxVk

6:04 PM

 
Lembranças do Verão I

Não é só a paisagem que muda no verão. O humor das pessoas também. O cantor de ópera aqui da rua não nos dá nenhuma palhinha desde o outono. O vendedor de sorvetes com sua repetida trilha sonora não aparecerá tão cedo. As pessoas caminham mais rapidamente, mal se podem ver os olhos, o rosto o corpo. São camadas e camadas de casacos, cachecóis, botas.
Hoje fui ao City Hall. A praça em frente a prefeitura estava vazia e úmida. Chovera o dia todo e as poucas pessoas que passavam por ali calçavam botas de chuva. Lembrei que no verão passei por ali num dia colorido, cheio de flores, pessoas de poucas roupas, crianças correndo, jovens passeando com cachorros e I-Pods e um palco montado no meio da praça com shows de hora em hora durante o dia todo.
Eu cheguei bem na hora do show do Naturally Seven, uma banda com sete integrantes que imitam com a boca o som dos instrumentos. Eu parei no meio da praça, basicamente no mesmo lugar de onde assisti ao show, alguns meses atrás, e fiquei por ali, só observando como o tempo passa, o clima muda e o som gostoso de um show de verão se transforma no barulho do vento frio de janeiro.

Conheça mais sobre o Naturally Seven...
Naturally Seven - http://www.youtube.com/watch?v=AF-KagTq7qY



Inverno... E o verão...

5:22 PM

 
Diálogos esquisitos...

- Então... Ele me chamou pra um catch up.
- Um o que?
- Catch up. Um encontro.
- Hum... E...
- Eu não sei. To em dúvida. Não entendo porque ele me deu um fora, terminou comigo e agora quer me reencontrar...
- Catch up…
- Eh, catch up.
- Não é por nada não, mas eu acho que nesse sanduíche aí não vai rolar nem maionese...
- O que?!?
- Deixa pra lá. Mas então, qual é mesmo o problema?
- Ele me deu um fora e agora me chama pra tomar um café.
- Café? Não seria melhor um chopp?
- Eu não sei, às vezes eu acho que eu quero sair com ele, às vezes não sei...
- Então, se você quer, muda esse café pra um chopp, porque ninguém pega ninguém tomando café, né?
- É?
- É. Com café não dá...
- O que você acha desse negócio dele ficar me ligando? Uma amiga disse que “He cares for me”...
- O que?
- He cares. Ele se preocupa, se importa.
- Eu concordo com ela, se ele liga é porque ele “quers”.
- O que?
- Ele “quers”. Como você disse.

1:47 PM

 
LADY JESUS

A Rosca de Reyes ainda estava na pia da cozinha quando Margarita e eu resolvemos procurar no Google por Tamales. Tamales, com foto exibida no post anterior, é nada mais, nada menos do que a pamonha mexicana...
Pois então, em meio a estas pesquisas no Google sobre Tamales, Rosca de Reyes, México etc descobrimos na verdade que a Rosca de Reyes tem dentro da massa não somente um Baby Jesus, mas um Rei Mago, e quem achar o Rei Mago deverá servir aquele que encontrar o Baby Jesus. Eu gostei desta parte e estava ansiosa para saber quem me serviria, foi então que Margarita e eu resolvemos comer outro pedaço da rosca, e pra nossa surpresa, assim que ela cortou o primeiro pedaço, eis que nos aparece outro, OUTRO Baby Jesus. Bem, pra ser mais preciso outra Baby Jesus. Uma Lady Jesus... Estranho, não?
Eu achei super moderno essa ideia de uma menina Jesus, moderno e democrático. Acho até que combina com a nova cara dos Estados Unidos. Só não sei se esta é uma adaptação a nova Era Obama, ou apenas um erro de logística. Quem sabe, na hora de colocar um Rey mago, o padeiro confundiu o saco e colocou uma bonequinha?
Vai saber...
O que importa é que no dia 2 de Fevereiro nós iremos comer Tamales com Chocolate Quente e que sendo homem, ou mulher pouco importa, o que vale é o pensamento positivo sobre o espírito de Jesus...




Olha aí, os dois Babies Jesus... Não são fofos?

Um pouco sobre a História:
Roscas de Reyes History and Tradition

The tradition comes from the South of France, few centuries ago. At the beginning people used to present gifts to the “Baby Jesus” and mostly consisted of dried fruits, nuts, flour, honey, eggs and others. To commemorate the Epiphany, they took some of those gifts and baked a sweet roll with the shape of a crown, (Rosca de Reyes or King's Cake), remembering the Magi or Three Wise Men (Kings from the East) that went to adore the Baby Jesus. The story says the Kings were looking for the baby, which is why the baby dolls are inside the Rosca de Reyes to look for it.

It is a family and friends’ gathering to celebrate the Epiphany and the Rosca de Reyes or King’s Cake is an occasion to have some fun and enjoy the get together.

It is important that you explain to your guests, that there are 2 little plastic dolls: one is Baby and the other is a King. The one who finds the King has to please (honestly) during the feast, to the one who finds the Baby and both have to make a party on the 2nd of February (Dia de la Candelaria or Candlemas Day), inviting all the guests that are present and offer them tamales and Mexican hot chocolate. That is part of the GOOD LUCK!

12:04 PM

Terça-feira, Janeiro 06, 2009  
BABY JESUS

Hoje é dia de Reis, e no México em Dia de Reis, é dia de comer Rosca de Reyes. Pelo menos foi isso que o Luis, um legítimo mexicano que mora no Sunset Park nos disse. Então, lá foi a Margarita numa padaria mexicana aqui na rua (afinal, Sunset Park é um bairro mexicano), comprar a famosa rosca.
Na frente da padaria estavam em pessoa os três reis magos. Os próprios! Distribuindo presentes para as crianças enfileiradas. Margarita comprou a rosca e voltou para casa nos contando o que viu. Eu claro, fui conferir.


Olhe aí, Melchior, Baltazar e Gaspar, em pessoa!!

Quer conferir a entrega dos presentes? Acesse: http://www.youtube.com/watch?v=Y941Og-SfLU

Rosca comprada, faltava então reunir os amigos em volta da mesa, preparar um chocolate quente, cortar a rosca em pedaços e comer. Reza a lenda, que aquele que encontrar o menino Jesus dentro da rosca deverá comprar tamales para os outros da mesa.
Além de ter o direito a um pedido...

Margarita e Simone faziam o chocolate quente enquanto eu abria a caixa da rosca. Quando parti o primeiro pedaço, (que seria da Simone), quase que parto também ao meio o menino Jesus. Fiquei tão emocionada, como se fosse criança que até caí no chão!!!
Agora, no dia 2 de Fevereiro, terei que comprar dois tamales. Um pra Simone outro pra Margarita.


La Rosca de Reyes

O menino Jesus é esse bonequinho branco de plástico, que eu achei justo no primeiro pedaço.


Olha minha cara de alegria quando achei o Baby Jesus... Igual criança...


Para quem, como eu, não sabia o que eram tamales... aí estão...

7:38 PM

 
2008 / 2009 REVEILLON NO FRIO...

A dois dias da grande virada...

- Eu e Natalia vamos pra Times Square... Vamos?
- Nem pensar... Vou pra um barzinho ali no Meat Point... Não querem ir?
- Ah não, é o meu primeiro ano novo aqui, quero ver a bola descer...
- Programa de Índio...
- Por quê?
- Você tem que chegar umas 7 horas antes, ficar confinada numa das quadras da Times Square, com frio, com fome, sem poder ir ao banheiro... Daí quando dá 12h... a bola desce uma chuva de papéis picados cai do céu e todo mundo volta pra casa.
- Ah, mas é a nossa primeira vez, aposto que você estava animada quando passou seu primeiro ano novo em NY...
- Eu nunca fui a Times Square.
- Hum... ok.

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No dia da Virada...

- Então Margarita, vamos?
- Nem pensar...
- Mas você vai ficar em casa sozinha?
- Melhor do que ir a Times Square...
- Como você sabe, você já foi?
- Não, mas imagino. Mariana, tem gente que usa fraldas descartáveis... FRALDAS DESCARTÁVEIS...
- Nossa...
- Você não pode beber, não pode sair pra comer, pra ir ao banheiro... fica confinado igual a gado...
- Mas vem gente do mundo todo pra passar o ano novo aqui, alguma coisa tem de bom...
- Se tem, eu desconheço.

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Na Times Square... 7 horas e 30 minutos antes da grande virada...

Descemos na estação 42 do metrô e começamos a andar na entrada da rua. Uma cerca fechava a rua 42, um policial dizia calmamente, "tente a próxima rua...", um bando de pessoas correndo em direção a 43, a 44, a 45, a 46, ufa, a rua 47 parece estar aberta, "corre Natalia, vamos...". Uma multidão de turistas com máquinas a mão e sotaques dos vários cantos se aglomeram num empurra-empurra para atravessar a cerca... A gente até que consegue passar pela cerca, mas... um policial manda todo mundo voltar... "tente a próxima". E lá vamos nós novamente... "Gente pra que que eu deixei de pular as sete ondas em Macaé pra vir pra esse frio..." , "Calma, Mari...”
Ops, a rua 49 está aberta, putz nem acredito. Um bando de gente corre pela rua 49 em direção a quadra da Times Square. Um prédio iluminado denuncia a loucura... são ainda 4:57...



Lá na frente, na rua 42 havia um palco. Vários artistas tocando e animando a multidão que já tomava sete blocos da avenida. Um frio de rachar a boca, roxear os dedos das mãos (dentro das luvas) e fazer o seu pé doer tanto, mais tanto que por um momento eu achei que ele tivesse necrosado. Exagero? Pior que não... Mas estávamos lá, firmes e fortes, com apenas um medo...
"não jantamos, e agora?"
"Se não der a gente desiste e vai pra festa do Meat Point... é, boa ideia..."

Vale tudo pra se aquecer, contar histórias, falar mal dos outros, dançar, ou correr pela quadra... teve gente até reforçando as camadas de meia calçca, num strip-tease nada sensual...
O que importava é que lá pelas 6:30 a gente ainda estava ali, confiante.... Mas com fome...
Foi então que passou um vendedor de pizzas.

- Quanto é?
- $20.
- Você quer, Mari...
- Pode ser (eu tava com medo daquela caixa de pizza...)

Natalia não pensou duas vezes, e comprou a pizza... uma pizza de queijo enorme... que além de matar a fome, esquentou nossas mãos enquanto ainda estava morna, mas depois de um tempo, se tornou um empecilho e lá ficamos nos revezando pra ver quem segurava a embalagem... Foi então, que eu apoiei a pizza numa cabine telefônica... Ventou e tchan, tchan, tchan, tchan: a pizza caiu no chão...
Todo mundo riu, inclusive nós... Foi então que a pizza virou banco...

A pizza multifuncional que matou a fome e virou banco... Pra matar o cansaço...

Às seis da tarde a bola subiu, e pra nossa decepção a bola nem era tão grande assim... Começou a bater um desânimo...
Mas para nossa salvação, porque nem tudo está perdido no mundo... quando "já" ou "ainda" eram 8 horas a polícia resolveu abrir as ruas 49 e 48 para que todos subissem pra 47...

Essa foi a nossa salvação. A cinco quadras do palco da festa podia se ouvir quase todo show. Então, tudo ficou mais tranquilo. Além disso, conhecemos um grupo de brasileiros estudantes que animaram um pouco mais a monotonia da espera. Quando as doze badaladas do relógio estavam a dez segundos de acontecer, a bola começou a cair, no ritmo da contagem regressiva.

FELIZ ANO NOVO...

E a chuva de papéis picados caiu freneticamente colorida sob nossas cabeças.
No final de tudo, contabilizando o frio, a fome, a monotonia da espera, o tamanho minúsculo da bola e a ausência de fogos só posso dizer que meu ano novo foi MARAVILHOSO.
Isso mesmo, por incrível que pareça, o programa de índio foi bom demais!!


A avenida cheia de gente... Tentando enganar o frio...

12:39 PM

 
ANO NOVO... VIDA NOVA?

- Quais são as grandes mudanças para o ano de 2009?
- O Obama como presidente dos Estados Unidos.
- É, mas será que ele será mesmo uma grande mudança? Será que ele é capaz de fazer milagres?
- O último ano que tem 00 no meio, porque depois será 2010, 2011... só no ano 3001 teremos 00 no meio...
- E o que isso significa?
- Eu farei 31 anos.
- E eu 28, então...
- Ah sei lá, no final é tudo igual!!

12:14 PM

Domingo, Janeiro 04, 2009  
PEDIDOS DE ANO NOVO...



Algumas semanas antes do ano novo o centro de informações a turistas da Times Square expõe a bola e um mural com pedacinhos de papéis coloridos cheios de desejos para o próximo ano. Qualquer pessoa que passar por ali pode escrever seus desejos. Estes pedacinhos de papel se juntarão a outros milhares que serão lançados do alto dos prédios da Times Square saudando o ano que chega.

7:57 PM

 
DAS COISAS QUE SÓ ENCONTRO POR AQUI... IV

Time is Money, então... não perca tempo com a maquiagem...



Cúmulo da vida prática americana. A sombra já vem prontinha pra aplicar como se fosse um band-aid...

7:26 PM

 
O TEMPO E O VENTO...

Faz uma semana que cheguei e parece que faz muito mais tempo. É estranha essa relação entre o relógio e o vento frio.
A gente faz tanto esforço pra tão pouca coisa que tudo tem um valor maior, um peso maior, então, qualquer ato é valorizado como se tivéssemos gastado um tempo enorme pra realizá-lo.
Ir a lavanderia, por exemplo, não é simplesmente pegar um saco de roupas sujas, descer as escadas, abrir a porta da lavanderia e colocar as roupas na máquina de lavar e depois colocá-las na secadora.
Ir a lavanderia no inverno significa colocar camadas e camadas de blusas, meias, calça e sapatos de inverno. Separar todas as roupas pesadas para lavar. Descer e colocar tudo na máquina. Lavar roupa no inverno é esperar uma eternidade para que as roupas sequem na secadora, porque não dá mais pra tirá-las ainda úmidas da secadora e deixar que o calor se encarregue de secá-las por completo. Não existe mais o calorzinho do sol que seca o cós da calça estirada em cima da cama.
No verão, o sol nasce as 5 e se põe só depois das 7, enquanto que no inverno, ele só aparece as 7:30 e as 4 horas já não são mais 4 da tarde, mas 4 da noite. O dia é menor, mas a impressão que eu tenho é de que o tempo passa mais lento. E que o inverno dura uma eternidade. Contraditório....

6:36 PM

 
De volta a NY, de volta ao Blog.

E agora eu prometo. VOU ESCREVER E POSTAR TODOS OS DIAS. Afinal o inverno é mais inspirador pra escrever, e intimida as aventuras que só o verão proporciona. Melhor pro Blog...

6:25 PM

 
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